cheap football kits cheap football shirts cheap football tops cheap football kits cheap football shirts cheap football tops cheap football kits cheap football shirts cheap football tops cheap football kits cheap football shirts cheap football tops cheap football kits cheap football shirts cheap football tops

Com a Palavra - Pais

29/10/2013

A IDEOLOGIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO

Outro dia postei um artigo do filósofo Olavo de Carvalho (http://www.rodineicandeia.com/2012/04/viva-paulo-freire-por-olavo-de-carvalho.html) , comentando a escolha de Paulo Freire como patrono da Educação Brasileira. Ele refere que o método de Paulo Freire foi abandonado por todos os seus seguidores, não tendo mostrado resultados positivos, sendo tido mais como retórico do que eficaz.

Rudinei Candeia Procurador Geral do Estado do Rio Grande do Sul

Rudinei Candeia
Procurador do Estado do Rio Grande do Sul

Nem ao céu, nem à terra. Não obstante o vínculo de Paulo Freire com o marxismo e a esquerda brasileira, especialmente o PT, ele não foi só um retórico, tendo uma longa trajetória de educador e alfabetizador de adultos, inclusive na África, influenciando a pedagogia mundial ao pregar a educação como um processo dialético e crítico.

Mas….ou os educadores brasileiros não tiveram a mesma dedicação ao implantarem suas ideias ou essas não têm mesmo a substância que apregoam, pois o nível da educação brasileira só decaiu ao longo das últimas décadas.

O Governo Gaúcho recentemente foi buscar soluções para a educação nas experiências da Coreia do Sul (1), líder em pesquisa e tecnologia graças aos investimentos em educação.

A estratégia sul-coreana foi a alta valorização dos profissionais do ensino e organização nas escolas, visando não só atender as necessidades das empresas, mas também privilegiar a formação de pessoas criativas e globais.

O Governador Tarso Genro considera que a “experiência coreana na área educacional é altamente positiva. Ela é baseada na valorização do magistério e dos funcionários de escola” e menciona que na “na questão da avaliação, saem de uma visão quantitativa para uma visão mais qualitativa, que é a preparação da criança do jovem para um mundo cada vez mais complexo”.

Veja-se que a ideia central, formarem-se pessoas críticas e criativas é a mesma de Paulo Freire. As diferenças são de foco e, principalmente, de execução.

Éééé…amigos! É preciso trabalhar, não basta ficar de papo-furado.

Em relação à avaliação de desempenho dos professores, base da educação da Coréia do Sul, o Governador tergiversou, dizendo que já possui um sistema de avaliação e que envolverá professores, servidores, pais, comunidade e instituições de ensino superior de alta qualidade, sejam públicas ou comunitárias.

Ora, a primeira medida do novo Governo foi encerrar o programa de avaliação do desempenho das escolas chamado SAERGS, por influência do CPERGS, que é completamente avesso a qualquer mecanismo que demonstre o desempenho dos mestres, dos alunos e o das escolas. Aliás, a tese é jamais reprovar os estudantes, o que só nivelará por baixo o ensino, e manter o plano de carreira que permite o crescimento profissional sem que isso implique esforço, estudo e resultados.

E, mais a mais, nem seria necessário ir até a Coreia do Sul para buscar bons exemplos de educação. Deveria o Estado primeiro olhar os bons resultados que tem aqui mesmo.

Além de boas escolas privadas e públicas, há anos os colégios militares têm desempenho excelente (2), mesmo não se devendo torná-los a regra. A questão é: – O que, além do militarismo, faz com que funcionem?

Nos últimos três anos, quando o Colégio Tiradentes da Brigada Militar foi interiorizado, descobriu-se que seus índices são simplesmente extraordinários.

Em Passo Fundo, dos formandos da última turma do 3º ano não havia nenhum aluno com média geral dos 3 anos inferior a 8. E 82 % dos alunos foram aprovados no vestibular, incluindo de universidades federais.

Não bastasse isso, o destaque também acontece nos esportes e nas atividades extracurriculares, como nas Olimpíadas de Astronomia e de Física.

Aí o preconceito e a ideologização desonesta (3) não permitem enxergar além das fardas que administram a escola.

A questão não é ser a escola administrada de forma militar. Até porque os professores são os mesmos da rede estadual de ensino. O ponto central é a organização e o compromisso de todos com o que estão fazendo.

Administradores, professores, servidores, alunos e, principalmente, pais, têm claras as suas missões no processo e estão todos empenhados em obter o máximo, sendo medidos de forma clara e regras previamente acertadas por todos.

Disciplina e democracia não são autoexcludentes.

Já escrevi antes que o método pedagógico do Colégio Tiradentes de Passo Fundo é fruto de um trabalho da Professora Eliara Levinski (COLÉGIO TIRADENTES DE PASSO FUNDO – METODOLOGIA), que além da Coordenadora daquela escola é a Diretora da Faculdade de Educação da Universidade de Passo Fundo, e se baseia na participação de todos na construção do projeto, no estabelecimento de acordos pedagógicos e na sua medição trimestral, realizado através do “Conselho de Classe Participativo”, cujos fundamentos estão em http://educere.bruc.com.br/CD2011/pdf/4455_3976.pdf e http://www.anpae.org.br/simposio2011/cdrom2011/PDFs/trabalhosCompletos/comunicacoesRelatos/0163.pdf .

Pois é. Em um Colégio Militar.

Aliás, o mesmo que promove um excelente festival de curtas, cujo vencedor foi uma estória de separação amorosa causada pelo regime militar.

Contradição? Só vê quem quer. Democracia é assim, não faz patrulha ideológica e nem tolhe a liberdade de pensamento e de expressão.
Conselho de Classe Participativo no Colégio Tiradentes de Passo Fundo, com presença maciça de pais, professores e administradores.

Outro dia estive em reunião de prestigiada escola particular de Passo Fundo e a Diretora disse reconhecer que a escola havia se afastado dos alunos, conforme apontava o estudo feito a cada dois anos(4).

A CADA DOIS ANOS???!!

Com todo o respeito, isso pode até servir para a escola e seus planos estratégicos. Para os pais e alunos é um desastre ter de esperar todo esse tempo.

Essa mesma escola adota livros didáticos desonestos intelectualmente, com vícios ideológicos que tem se tornado irritantes para quem tem um mínimo de senso crítico.

Fui ajudar meu filho a estudar história e o tema era a República Velha e o livro tratava de modo destacado da Revolta de Canudos, do Tenentismo, da Revolta da Vacina, do Contestado, do Cangaço e até mesmo da Coluna Prestes.

A mais importante de todas, a Revolução Federalista ocorrida no Rio Grande do Sul, mal foi referida, não obstante tenham sucumbindo mais de 10.000 homens e tenha se assentado sobre discussão político-ideológica de parlamentarismo e república de altíssima qualidade.

O mesmo eu já tinha reparado no ano anterior, quando ele estudou a Revolução Farroupilha. Os textos faziam pouco caso do 10 anos de lutas fraticidas e a qualificavam de “revolução das elites”, como se fosse honesto olhar para aquela época com os olhos de hoje.

Ora, a revolução que criou a República Riograndense por 10 anos era fundamentada sob os princípios de Direitos Humanos do Iluminismo, das ideias das Revoluções Francesa e Americana, do estabelecimento da República, da libertação dos escravos, enfim, o que só veio a ser adotado no Brasil mais de 60 anos depois.

Não há sequer comparação com revoltas messiânicas, como a de Canudos.

A Revolução Farroupilha foi parte de um movimento político-ideológico que se espalhou por toda a América, sendo um dos seus maiores líderes Simon Bolívar.

Mas não, os valores do moderno Estado de Direito são pechados de “elitista” pelos novos historiadores, como se todos os teóricos de esquerda fossem oriundos do baixo proletariado.

Enfim, para esses que se acham estudiosos, só tem valor o que for popular, na acepção mais excludente possível que se possa dar a essa expressão.

Esse revisionismo histórico, que pretende desmontar o amor patriótico e a identidade brasileira, para substituí-la sabe-se lá por o que, é da mesma origem dos pregadores de uma educação libertária mas que acaba por aprisionar nossas crianças na ignorância e na incompetência.

Seus pregadores e patrulheiros são os mesmos que não querem escolas organizadas, disciplinadas, com regras e respeito às regras e com ótimas avaliações.

Também não querem identidade nacional, amor à Pátria, à Escola, aos pais.

O Governador Tarso Genro tem razão em buscar soluções em um modelo capitalista. Quem governa tem obrigação de ser prático e efetivo e trazer soluções palpáveis.

A saída para a educação é clara. Seus fundamentos, aqui ou na Coreia, são: organização; método; compromisso de todos com o que for estabelecido; avaliação de desempenho correta, que implica a devida valorização de todos, do porteiro ao capataz, passando, é claro, pelos alunos.

Temos livrar o ensino brasileiro do ranço ideológico, que só favorece quem não quer trabalhar, não tem o mínimo respeito por aqueles que verdadeiramente construíram esse país e não tem verdadeiro compromisso com a educação dos nossos filhos.

1) A primeira pergunta que não quis calar quando li isso foi do porquê não buscar exemplos de educação na elogiada Coréia do Norte, já que o PC do B lamentou a morte do seu Ditador e elogiou publicamente o “camarada”.

2) Não acho que os colégios militares sejam soluções que se possa ampliar, pois grande parte das crianças não se adaptam ao seus sistema e é preciso respeitar as características pessoais de cada um.

3) Enquanto são contrários aos colégios militares no Brasil, nada referem quanto a esses na Coreia do Norte, na China, etc.

4) Sem referir que a reunião se estendeu por quase uma hora para discutir-se o tom da calça jeans do uniforme dos alunos…

 

Fonte: http://www.rodineicandeia.com/2012/04/ideologizacao-da-educacao.html

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cheap football shirts cheap football kits cheap football shirts cheap football kit cheap football shirts cheap football kit cheap football shirts cheap football kit cheap football shirts cheap football kit cheap football shirts cheap football kit