cheap football kits cheap football shirts cheap football tops cheap football kits cheap football shirts cheap football tops cheap football kits cheap football shirts cheap football tops cheap football kits cheap football shirts cheap football tops cheap football kits cheap football shirts cheap football tops

Com a Palavra - Alunos

14/08/2014

Depressão: Conceito, definições, tipos e tratamentos.

Depressão na teoria

A depressão é uma condição médica comum, crônica e recorrente que está frequentemente associada à incapacitação funcional e comprometimento da saúde física. Os pacientes deprimidos apresentam limitação da sua atividade e bem- estar além de uma maior utilização de serviços de saúde. No entanto, a depressão é sub- diagnosticada e sub- tratada. Em torno de 50% a 60% dos casos de depressão não são detectados pelo médico clínico e muitas vezes, os pacientes

Thaís Barriquel Moreira Série/turma: 2ª/202

Thaís Barriquel Moreira
Série/turma: 2ª/202

deprimidos também não recebem tratamentos suficientemente adequados e específicos. Apesar de ser classificada como uma doença, o termo “depressão” tem sido empregado pela população tanto para designar um estado afetivo normal (a tristeza), quanto um sintoma ou uma síndrome. A principal diferença da tristeza em relação a depressão é o tempo de duração: a tristeza costuma ter períodos curtos, enquanto a depressão, por se tratar de uma doença, é uma condição mais demorada que reflete durante um longo tempo na qualidade de vida do indivíduo.

A depressão não é resultado de uma só causa, mas sim de várias associadas umas as outras, sendo que estudos apontam para causas genéticas, ambientais e biológicas.

A depressão pode ser classificada de acordo com a causa, com a presença ou não de um componente genético (história familiar), com os sintomas e com a gravidade.

•Primária: quando não tem causa detectável;

•Reativa ou secundária: ocorre uma reação a um acontecimento altamente estressante que atinge a pessoa e para o qual ela não consegue reagir adequadamente. Exemplos deste tipo de depressão é a morte de pessoas queridas, a demissão do trabalho, um rompimento amoroso, doença física importante (tumores, AVC), ou uso de drogas. Corresponde a 60% de todas as depressões;

•Maior ou unipolar: É uma desordem primária, endógena e que não tem relação causal com situações estressantes, patologias orgânicas psiquiátricas, caracterizando- se por episódios puramente depressivos em períodos variáveis da vida do paciente geneticamente predisposto à doença. Resultaria de uma inclinação inata determinada por fatores hereditários e bioquímicos que produziriam um distúrbio da neurotransmissão central, secundária a um déficit funcional de neurotransmissores (dopamina, noradrenalina e/ou serotonina) e/ou a uma alteração transitória de seus receptores ao nível do sistema nervoso central. Durante o episódio, os sintomas depressivos são severos e intensos, impedindo o indivíduo de agir normalmente, havendo alto risco de suicídio se não tratado. Corresponde a cerca de 25% de todas as depressões;

•Bipolar ou maníaco- depressiva: é também uma desordem primária, endógena e que se caracteriza por episódios depressivos alternados com fases de mania ou humor normal, com estados de significativa mudança de humor do paciente (oscilações cíclicas do humor entre altos (mania) e baixos (depressão)). Quando deprimida, a pessoa pode ter alguns ou todos os sintomas de depressão. Quando em mania, torna- se falante, eufórica e/ou a irritável, cheia de energia, grandiosa. A mania prejudica o raciocínio, a capacidade de julgamento e o comportamento social, podendo ocasionar graves consequências e constrangimentos, pois a pessoa em fase maníaca se envolve facilmente em negócios mirabolantes e incertos ou em aventuras românticas e toma atitudes inadequadas e precipitadas. Se não tratada a mania pode piorar, evoluindo para quadro psicótico (com delírios e/ou alucinações). Essa desordem afetiva estaria relaciona com um distúrbio da neurotrasmissão central secundário a um déficit de neurotransmissores ou hipossensibilidade de seus receptores na fase depressiva e a um aumento destes  neuro- hormônios ou da hipersensibilidade de seus receptores na fase maníaca. Corresponde a cerca de 10% de todas as depressões;

•Endógena: a depressão endógena tem causas internas e surge sem motivos aparentes, ou seja, sem que algum fator estressante ou traumático imediato tenha ocorrido. Geralmente esse tipo de depressão é grave e mais difícil de diagnosticar sua causa. Os sintomas físicos e psicológicos são os mesmos, como perda de peso, perda de apetite sexual, insônia e outros. A cura exige tratamento especializado;

•Atípica: humor reativo a estímulos (a pessoa consegue se alegrar com estímulos agradáveis), inversão dos sintomas vegetativos (ao invés de insônia e falta de apetite, a pessoa tem hipersonia e aumento de apetite), ansiedade acentuada, queixas fóbicas;

•Sazonal: refere- se à depressão que surge no período do inverno, principalmente nos países onde o frio é muito rigoroso, os dias ficam muito curtos e o sol praticamente desaparece. As pessoas que sofrem desse transtorno sentem uma vontade irresistível de comer chocolate e carboidratos, além da vontade de dormir durante todo inverno num estado de hibernação. Esse tipo de depressão desaparece quando o inverno termina e o sol volta a brilhar;

•Psicótica: é bem mais grave e os sintomas podem incluir delírios e alucinações e até perda do contato com a realidade. A vítima deve ter tratamento médico com urgência;

•Pós-parto: ocorre entre duas semanas a doze meses após o parto, com o risco maior em mulheres com antecedentes de depressão. Considera- se que o parto (e as mudanças que ele traz, hormonais e de vida) seja um potente estressor, desencadeando depressão em mulheres com tendência à mesma.

O tratamento antidepressivo deve abranger toda biopsicoesfera do paciente, envolvendo:

•Intervenções psicoterápicas: podem ser de diferentes formatos, como psicoterapia de apoio, psicodinâmica breve, terapia interpessoal, comportamental, cognitiva comportamental de grupo, de casais e de família;

•Mudanças no estilo de vida: deverão ser debatidas com cada paciente, objetivando uma melhor qualidade de vida;

•Terapia farmacológica: tem- se, em média, uma melhora dos sintomas depressivos de 60% a 70%, no prazo de um mês, enquanto a taxa de placebo é em torno de 30%.Não há antidepressivo ideal, entretanto, atualmente existe uma disponibilidade grande de drogas atuando através de diferentes mecanismos de ação o que permite que, mesmo em depressões consideradas resistentes, o tratamento possa obter êxito- os mais utilizados no Brasil são os tricíclicos (amitriptilina, cloripamina, fluxovamina, entre outros) e os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (citalopram, fluoxetina, paraxotina);

•A prescrição profilática de antidepressivos irá depender da intensidade e frequência dos episódios depressivos e o risco de suicídio deve ser sempre avaliado e se necessário a ECT (eletroconvulsoterapia) deverá ser indicada.
O psicólogo e o psiquiatra são os profissionais evolvidos nos tratamentos da depressão e devem atuar em conjunto para a melhora efetiva do quadro clínico da depressão. A depressão é uma doença séria então deve ser minimizada. A compreensão dos familiares é essencial para o tratamento do indivíduo e a não evolução da doença.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cheap football shirts cheap football kits cheap football shirts cheap football kit cheap football shirts cheap football kit cheap football shirts cheap football kit cheap football shirts cheap football kit cheap football shirts cheap football kit